Mostrando postagens com marcador camping. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador camping. Mostrar todas as postagens

Coromandel Península - Flaxmill Bay


Decidimos realizar duas vontades: acampar com as crianças (elas ainda não tinham vivido esta experiência em barraca) e conhecer a famosa península de Coromandel. O feriado de Páscoa nos pareceu perfeito, já que precisaríamos de ao menos 3 dias por lá. 


Não investimos muito nos equipamentos porque era a primeira vez, ainda um teste, então compramos uma barraca simples e pegamos emprestados os demais acessórios. Já que estamos morando na Nova Zelândia, e percebemos que os kiwis (neozelandeses) gostam de acampar (seja em barracas ou em seus fantásticos motorhomes), por que não viver tudo isso? 


Também tomamos o cuidado de procurar um camping com estrutura e encontramos o Flaxmill bem pertinho das praias que queríamos visitar (Hahei, com a Cathedral Cove, e Hot Water Beach). 


Preço bom, bom atendimento, fotos promissoras. E assim escolhemos este camping. Chegando lá, além de acharmos a localização excelente, o paisagismo do local, a infraestrutura e o super atendimento do staff e do dono, Steve, foram surpreendentes! 





Este é o paisagismo do camping nota dez onde ficamos em nossa viagem a Coromandel: Flaxmill. Funcionários super atenciosos, lugar espetacular, frequentadores amistosos e próximo das principais atrações da península (além de ser de frente para o mar). Super recomendo!



Antes que saia correndo, veja só que maravilhosa a cozinha do nosso camping:




As geladeiras e freezers são comuns e as pessoas marcam seus pertences sem stress (há uma caneta para escrever seu nome, seu "posto" e qual o dia do seu 'checkout'). Dá para fazer ótimas refeições por ali, se não quiser ir a um dos bons lugares que há para comer na região. As crianças adoraram! 


(Dica importante para quem não quer gastar muito: vá ao mercado na sua cidade ou em Tairua - mais adiante falo a respeito da cidade e do mercado de lá - porque ali perto só há Cooks Beach e seu mercadinho onde tudo custa o dobro do preço e não há muitas opções.) Os banheiro também eram limpíssimos (chuveiro quente por 5 minutos = NZ$ 2,00) e havia uma lavanderia com secadora (NZ 4,00 por uso). 




Aqui o nosso kit pra lá de básico para começar, mas espero que seja o segundo, de muitos que queremos fazer por aqui (o primeiro foi no inverno, num motorhome, em julho). Tudo muito seguro, nada de freecamping, organizado e limpo. Nota dez no quesito "cool". E olha que pegamos chuva e um furo no nosso colchão inflável (além de estarmos em 4 numa barraca pequena para 4 pessoas - na verdade o certo seria para 2). 


A barraca verde à esquerda foi emprestada por um inglês que já mora aqui há dez anos, tinha um trailer vintage incrível e foi muito simpático em nos emprestar a 'extra tent' dele (pena que as crianças quiseram ficar conosco, apertadinhos).


Reveja seus conceitos: acampar é um "must" se você está num país tão "camping friendly" quanto a Nova Zelândia. Ficar em hotel é maravilhoso, mas acampar é incrível! 


De Motorhome pela Nova Zelândia

A viagem não teria sido mais perfeita se não tivéssemos incluído uma viagem de carro pelas estradas da Nova Zelândia em meio às diferentes paisagens. Ledo engano. Quando decidimos ir de motorhome a viagem ficou ainda melhor!

O roteiro escolhido teve como destino levar as crianças para a neve, o que seria possível se seguíssemos ao sul em direção a Whakapapa, no monte Tongariro (famosa estação de esqui). Mas como a viagem é longa, decidimos parar em Taupo, no meio do caminho. Decisão acertada.

A primeira diversão foi a preparação da viagem: cardápio, roteiro, compras (de comidas), escolha dos campings e escolha do motorhome. Optamos pelos de 6 lugares, mas um de 4 lugares já seria suficiente (e mais econômico). 

A saída de Auckland foi conturbada porque saímos no horário de rush (e lá tem trânsito também) e no nosso caminho passamos por Hamilton e Rotorua (não paramos em nenhuma delas, mas recomendo fortemente uma parada caso tenham mais tempo). 

Optamos por campings pagos porque somente neles encontramos tomadas para carregar os motorhomes. Mas na verdade não é tão necessário assim (no verão principalmente, porque dormimos com o ar quente ligado). 

A estrutura de banheiros e uma cozinha coletiva acabam sendo mais úteis do que tudo. Também, descobrimos que o horário de saída dos campings é sempre às 10 horas da manhã - o que achei bem ruim. Mas, tudo bem. Foi uma ótima desculpa para sairmos logo e começarmos a explorar a estrada e a cidade no lago. 


Taupo é um lago que fica sobre um imenso vulcão. Segundo alguns pesquisadores, ele entrou em erupção no começo da era D/C e foi uma erupção de tamanha magnitude que escureceu os céus da Europa e Ásia. O que ficou foi uma paisagem maravilhosa, uma cidade deliciosa (cheia de águas termais), alguns campos de golfe, parques, passeios de barco, lancha, avião e helicóptero, campings, trilhas, e...


...a estrada fantástica contornando isso tudo. Sugiro percorrer durante o dia: 



Em Taupo há uma grande quantidade de hoteis à beira-lago, com spa e restaurantes. O prato local é a truta (quem quiser há passeios e programas voltados à pesca da truta). 

Passando Taupo descobrimos um camping muito legal: Motutere Bay Holiday Park. Da próxima vez quero me hospedar alí, de frente para o lago e com uma paisagem maravilhosa. 

Mais adiante chegamos ao Tongariro National Park, com uma paisagem única. Este hotel fica bem na entrada da estrada que leva ao monte. Apaixonante! 



Um pouquinho de curvas e subidas e lá está o monte coberto de neve para alegria geral de todos. No primeiro local possível paramos para curtir a paisagem e brincar na neve. 


Mais adiante está o estacionamento da estação de esqui (que lota cedo). Optamos pela primeira pista - para iniciantes e moderados. Pegamos o teleférico (gratuito) e alugamos um trenó para a criançada. A diversão foi grande. Pena que fecha cedo: 16 horas. 




Seguimos para o Camping (algums metros abaixo da região nevada e em meio à floresta e o rio). Ficamos no Whakapapa Holiday Park. A chuva não nos permitiu uma curtição ao ar livre, mas a cozinha do camping era muito confortável e foi lá que fizemos nosso fondue de queijo. Dormimos ao som da chuva e do rio, em (quase) paz (porque na cozinha havia o cartaz de evacuação em caso de erupção e descobrimos que estamos na rota da lava - alguns minutos depois a sirene tocou e ficamos apavorados, mas felizmente era um alarme de incêndio distante dali). 



No dia seguinte saímos cedo e optamos por fazer o café da manhã lá na neve (em nosso próprio motorhome). Depois encaramos a estrada de volta a Taupo e fizemos uma parada para ver as cachoeiras Huka Falls (onde há uma lojinha e muitas trilhas também). Recomendo. 


O restante da viagem foi repleto de paisagens, pássaros, cidades pitorescas e um por do sol com cores incríveis (que infelizmente não consegui registrar com uma imagem boa, mas arrisquei compartilhar uma delas para terem uma ideia das cores).



Com certeza ficou um gostinho de quero mais: mais Auckland, mais praias, mais Ilha Sul, muito mais! Quero voltar no verão.