Intercâmbio - E mais: um mochilão pela Europa

Uma das maiores vantagens de se fazer um intercâmbio para a Europa é poder mochilar e visitar vários países enquanto estuda. Quando me dei conta, meu passaporte estava todo carimbado e eu havia saído do patamar de "nunca saí do Brasil" para "conheço 9 países!". É uma sensação incrível!

Quando ainda estava em Londres, aproveitei, como disse no post anterior, para viajar para outras cidadezinhas próximas nos finais de semana. Num deles, dei uma esticadinha para a Escócia onde conheci a tão sonhada Edimburgo e fiz um bate-e-volta até o Stirling Castle (aquele do filme do Mel Gibson* em que ele interpreta William Wallace, "Coração Valente"). 

(*Mais pra frente, o próprio, aparece em outra história.)


Diploma em mãos, muitos amigos, milhares de histórias e o inglês tinindo, pegamos o voo para Paris e lá começou nosso mochilão de trem (aquele passe que permite fazer um determinado número de viagens dentro de 14 dias). De lá, seguimos para Amsterdã, Munique, Viena, Veneza, Roma, Vaticano, Florença, Pisa - de onde vieram meus bisavós maternos -, Zurique, Amsterdã, Paris. Algumas vezes dormimos no próprio trem. Outras, em Bed and Breakfast, hotéis "baratos" ou hostels.

Visitamos museus, andamos, andamos, andamos, comemos, rimos, visitamos igrejas, visitamos construções históricas, aprendemos história, geografia e cultura, bebemos, fizemos novos amigos, encontramos o pessoal do intercâmbio (sem querer!), erramos, acertamos e aprendemos.

Naquele tempo não havia o Euro, e isso significava ter que trocar dinheiro no trem ou nas estações de trem, ficar confuso com o dinheiro (saindo de uma moeda que era em números pequenos, como o marco alemão, para uma de números gigantescos, como as liras italianas). Uma loucura!



Algumas histórias inesquecíveis:
- fui assaltada em Paris: um espertinho aproveitou minha distração e roubou minha máquina fotográfica (a única que tinha) com o filme (!!!) da Escócia;
- encontrei amigos do intercâmbio no mesmo hostel que nos hospedamos em Paris (Le D'Artagnan, muito bom);
- nos perdemos por horas num parque em Amsterdã (erro de cálculo, o parque era imenso);
- deixamos todas as nossas coisas em Amsterdã, num 'locker' porque em Paris não tinha onde deixar (ao final da viagem, descobrimos que não podia deixar mais do que 7 dias e levamos a maior bronca, além de passarmos a maior vergonha porque deixamos peças de roupas soltas no armário - imagina a nossa cara quando o guardinha começou a nos entregar: botas, calcinhas, meias usadas...);
- ainda em Amsterdã, compramos um "leite" que na verdade era um iogurte achocolatado - porque não sabíamos falar holandês;
- em Munique uma pessoa na rua, vendo que éramos turistas e estávamos confusas, nos levou por um tour de 20 minutos pelo centro para conhecermos onde estavam os principais pontos (e podermos voltar com calma depois);
- ficamos tristes porque em Veneza estávamos eu e a minha irmã, somente, e o destino era romântico demais para se estar com a irmã (ha, ha, ha);
- encontramos nossos amigos do intercâmbio (de novo, fala sério!) e compartilhamos um quarto com eles em Roma, além de fazermos todos os passeios juntos,
- no Museu do Vaticano (meu sonho era conhecer a Capela Sistina) fizemos a visita toda na companhia de Mel Gibson e seus 6 filhos (infelizmente não conseguimos tirar foto porque o segurança não permitiu - e não havia celular!);
- realizei o sonho de visitar Pisa, de onde saíram nossos bisavós maternos no início do século passado, rumo ao Brasil - e fiz aquela 'foto-mico' segurando a torre;
- fui embora querendo ficar.

Se tudo isso que aconteceu e compartilhei nos dois posts não tivesse valido a pena, ainda tive algumas reviravoltas na vida que foram importantes em minha vida e que atribuo a este investimento no Intercâmbio. Quando retornei ao Brasil, meu inglês estava ainda melhor do que quando saí daqui e foi na turma do nível avançado que eu segui meus estudos no Berlitz (eu saltei, praticamente, o nível intermediário inteiro). Também, acabei passando em 2 processos seletivos de programa de trainees. Sem o inglês, nada disso teria sido possível. Mas toda a bagagem que eu carreguei nesta experiência foram essenciais para quem eu sou hoje.

No próximo post eu conto sobre a segunda experiência de intercâmbio. De novo, em Londres.

Intercâmbio - A primeira vez

O frio na barriga que dá antes da viagem é imenso. Parece maior do que todos os outros que você já sentiu na vida. Sério. Pelo menos o meu foi assim, já que também foi a minha primeira viagem internacional. Passaporte na mão, mochilão comprado, guia, mil papéis e cartas de recomendação, anotações de todas as dicas, vouchers, bolsinha interna para guardar o dinheiro, malas e uma roupa quente e confortável. Ainda assim, dor de barriga forte, coração a mil. Foi assim que embarquei.

Meu inglês, a esta altura, já dava para me virar. Havíamos treinado bastante as frases e diálogos de turismo e viagem com os professores. Mas com tanta coisa acontecendo, tantas novidades que confesso que esta era a menor de todas as preocupações: acertar a escala, passar pela alfândega, pegar o trem certo em Heathrow, chegar na casa sozinha, gostar da casa onde me hospedaria, gostar da landlady, acertar o caminho da escola... Medo (eu tinha 21 anos em 1997).

O voo foi tranquilo, Londres via Paris pela Air France. Muito bom o serviço de bordo, mas tudo o que eu pensava era em passar pela alfândega. Que medo. O que eu iria falar? O que iriam perguntar? E se... E se... E se... (mentalmente eu pensava em todas as hipóteses e formulava respostas). E não é que foi tranquilo? Estávamos com tudo certinho, escola, estadia, dinheiro, seguro e vínculos para nos fazer voltar (além da passagem de volta, claro). Entramos!

Pegar o trem foi fácil e fomos tomadas por uma determinação e ansiedade, que quando dei por mim estava sozinha, em Stamford Brook, perguntando como chegar na minha casa. Toquei a campainha e lá estava eu, num apartamento de uma senhora inglesa, tomando uma xícara de chá. Sem nenhum celular.

No dia seguinte nos encontramos e fomos para a escola, em Picadilly Circus (a International House era de frente para o Green Park). A escola era excelente, muitos alunos internacionais de todos os lugares. No primeiro dia fizemos uma prova. Eu que tinha feito um ano de inglês intensivo fui classificada no Late Intermediate B (um grau antes do avançado). Como aulas complementares, na parte da tarde, peguei uma voltada para 'phrasal verbs' e outra em 'listening and speaking'. A estrutura era excelente, professores ótimos, muitas atividades sociais e alunos muito legais. Fizemos amizades de todos os tipos e sempre tinha um estrangeiro junto, nos obrigando a falar inglês.



Todos os dias depois da escola, turistávamos pelos principais pontos de Londres (e alguns mais alternativos). Compramos o passe de metrô para 1 mês e aproveitamos!

Nos finais de semana fizemos viagens curtas (Cambridge, Bath, Salisbury, Stonehenge, Bornemouth) e um final de semana prolongado em Edimburgh (ponto alto da viagem).

A vida em casa de família não é fácil. Temos que adaptar muito a nossa cultura à cultura do país e da pessoa, especificamente, em cuja casa estamos morando. Os banhos se tornam infinitamente mais curtos, lavar o cabelo pode ser uma tarefa árdua e cheia de transtornos, as refeições também são bastante complicadas* (e engraçadas, agora que o tempo passou). Mas me tornei muito mais madura, flexível, e valorizei muito mais o que tinha em casa.

(*Na época havia um surto de vaca louca, então inventei que não comia carne vermelha - o  que já eliminava as carnes de caça, que detesto -, e como detesto cogumelos, também inventei que era alérgica a eles quando declinei uma refeição que só tinha isso para comer. Mas no geral, tirando os gatos que caminhavam sobre a pia da cozinha e a mesa de jantar, logo depois de darem um rolê pelas ruas, até que eu fui boazinha e comi bem. DICA: sempre tenha chocolates, frutas e bolachinhas para estes momentos.)

As amizades são ótimas! Nos escrevemos (de novo: naquela época acho que só eu tinha e-mail) e saíamos bastante. A turma era animada e divertida. Trocávamos muitas dicas e informações.

A escola valeu muito a pena. Foi excelente. Até hoje me lembro de algumas expressões e aulas de lá. Saí muito mais segura, com uma pronúncia muito melhor, muito mais entendimento e com um vocabulário muito mais rico de lá. Não me arrependo nem um segundo. A escola nos entregou cada centavo investido.

O fato é: ao fazer um intercâmbio, você nunca mais será a mesma pessoa. Você irá mudar - e muito - mas de uma maneira muito positiva. Sua mente irá se abrir e expandir exponencialmente. Isso sem contar todo o aprendizado linguístico e cultural. Na minha opinião é uma das melhores coisas que podem acontecer na vida de qualquer pessoa. Se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo. Mas ao invés de ficar somente um mês, teria ficado um ano. Talvez, até, nunca mais voltasse (e resolvesse terminar a faculdade por lá). Espero, mesmo, que todas as pessoas no mundo em algum momento possam passar por isso tudo, viver o que vivi e crescer o que cresci.

O mochilão é um caso a parte. Vale contar em um post exclusivo, mas foi DI-VI-NO! Continue seguindo porque tem mais no próximo post.

Intercâmbio - A decisão

Este é o primeiro de uma série de posts sobre intercâmbio. Ele é dedicado a todos aqueles que já fizeram, estão fazendo ou estão pensando em fazer um intercâmbio para aprender uma língua. Eles são baseados em experiências pessoais e não são uma obra de ficção, nem foram patrocinados por ninguém (bem, o primeiro e o segundo foram pagos pelos meus pais).

Sempre quis fazer intercâmbio, mas infelizmente nunca havia tido a oportunidade. Aquela coisa de ir morar fora por um ano e seus pais receberem um gringo pelo mesmo período (se não me engano do Rotary) sempre achei demais. Infelizmente nunca pedi e nunca me ofereceram. Achava que era algo tão distante de mim e da minha realidade que nunca conversei com ninguém a respeito. Apenas admirava quem tinha esta experiência na vida.


 Até que no penúltimo ano da faculdade eu fui fazer alguns processo seletivos para programas de estágio e percebi que, mais do que simplesmente falar inglês, sem morar fora eu não teria chance nas grandes empresas. Arregacei as mangas e fui estudar. Curso intensivo no Berlitz (4 vezes por semana x 2,5 horas por dia), começando do "I am, you are, he is...". Literalmente "The book is on the table". Ralamos muito (eu e a minha irmã, companheira de estudos), fizemos muita lição de casa, aprendemos diferentes sotaques (nesta escola os professores mudam a cada aula e portanto você tem a oportunidade de aprender os mais diferentes "accent"s do inglês), escutamos muita fita cassete com exercícios no carro (para treinar escuta e pronúncia). Tudo isso depois de ir pra faculdade, pela manhã e trabalhar a tarde e aos sábados na loja da minha mãe.

No desenrolar do estudo, as coisas melhoraram em nossa vida naquele ano e felizmente pudemos pleitear (estimulados pelos professores e pelas duas amigas de sala de aula que tínhamos) e conquistar (graças ao pai- e mãe-trocínio) o tão sonhado intercâmbio.

A escolha foi difícil, foram um ou dois meses pensando. Queríamos ir para os EUA, lógico, e não faltavam opções: New York, Los Angeles, Seattle (eu era grunge), San Francisco. Dava vontade de ir e ficar um ano, mas só teríamos condições de ficar um mês. Mas alguns professores sugeriram a Inglaterra, disseram que Londres era o máximo e que depois a gente ainda poderia conhecer alguns países da Europa. O pacote foi ficando ainda mais interessante, para não dizer completamente irresistível. Não tivemos como decidir diferente: iríamos para Londres! Até porque eu sempre achei o 'accent' deles muito elegante. E de brinde ganharíamos o mundo, pelo menos um giro pela Europa. (A viagem de um mês virou 45 dias, 4 semanas em sala de aula e o restante fazendo um mochilão de trem. Os patrocinadores foram generosos. Sou muito grata a eles.)

O período teve que ser a baixa temporada, para conseguirmos viabilizar o orçamento, e o desafio era conciliar isso com os estudos (estávamos todas na faculdade e não poderíamos perder aulas nem trancar matrícula). Optamos por janeiro (pós festas). Inverno pesado (para nós, que não estávamos acostumadas), mas por outro lado uma experiência diferente e a possibilidade de vermos neve pela primeira vez. Boa economia.

Restava outra grande decisão: para qual escola. Difícil escolher sem conhecer. Saímos a procura de opções (note que era década de 90, portanto a internet era discada, não havia "Google" e muito menos "trip advisor", e ainda eram poucas as empresas que tinham um website). Nos indicaram algumas boas escola, mas chamou a nossa atenção a International House: super cara, porém conceituadíssima e grande formadora de professores (e tinha uma unidade em Picadilly Circus!). Na época fechamos direto com eles (via correio e international transfer). O processo em si já era um desafio e tanto.

Optamos também por contratar um pacote com inglês geral pela manhã (general english, 3 horas) e cursos de reforço (2 horas) na parte da tarde. Foco total no aprendizado!  Bem intensivo.

Mais uma decisão: morar em abrigos escolares ou casa de família. Como levamos a sério a questão da imersão na cultura optamos por ficar em casa de família E por ficarmos em casas separadas, para não falarmos português entre a gente no restante do dia. Deu um frio na barriga.

Acho que o "pacote" que montamos de maneira independente ficou bem bacana. Passagem de estudante comprada na STB (e seguro de viagem também - naquela época não era obrigatório, mas minha prima que teve apendicite durante uma viagem fez a cabeça do meu pai para contratar), escola fechada direto, hospedagem em casa de família (incluindo café da manhã e jantar), passagem de trem comprada também na STB e um guia "Frommer's Europe 5 dólars a day" emprestado da minha prima.

Com o tempo fomos comprando "travellers' cheques" e libras esterlinas em espécie para levar. A ideia era sobreviver com um budget durante a viagem e recorrer a um cartão de crédito (adicional ao do meu pai) somente em caso de emergência.

Fizemos muitas reuniões com todos amigos e professores que haviam viajado para fora. Anotamos dicas de todos deles (em papéis e no guia que pegamos emprestado). Desenhamos o cronograma de datas e também o trajeto do trem.

Eu nunca havia feito algo do tipo, planejar uma viagem. Nem minha irmã e minhas amigas. Muito menos meus pais (não este tipo de viagem). A partir deste momento me apaixonei por viagem, pelo planejamento, por criar e programar um roteiro. Foi paixão à primeira vista.

No próximo post conto a experiência.

Que horas são?

Se tem uma coisa difícil para quem está viajando ou morando fora e quer falar com parentes e amigos em outros destinos é conciliar os horários.

Encontrei um site que achei bem bacana, onde é possível você comparar as horas em vários lugares do mundo ao mesmo tempo. E ele memoriza suas configurações.

Além disso, é possível colocar aquele horário na sua agenda (e facilitar a vida de quem recebe os convites para entender em que horário será o compromisso - isso sempre dá confusão, também).

Quando puder, dê uma espiadinha e teste o World Time Buddy:
http://www.worldtimebuddy.com/

(Eu também tenho uma tabelinha em Excel salva no celular para eventualidades e planejo ter 3 relógios em casa, no futuro, com o horário local e de outros 2 países com os quais mantenho contato frequente).

Coromandel Península - Vinícolas

Proposta irresistível para quem vai a Coromandel é visitar uma vinícola (para comprar ou simplesmente uma sessão de degustação). Além desta aqui que visitamos, há outras na região, mas acabei não mapeando (pela estrada é possível encontrar algumas placas). 




Infelizmente quando resolvemos ir, iríamos pegar estrada e não pudemos fazer a degustação, mas deu água na boca! 



Quem consegue resistir? 



Estes aqui embaixo são nossos 'souvenires' da viagem, da Mercury Bay vinícola (especialidade em pinot noir, mas eu adoro um rosé, então pegamos um de cada). Assim a gente esquenta um pouco neste friosinho que está chegando por aqui. 



A dica é sempre ficar atento nas estradas, porque em diversos lugares vimos placas de vinícolas pela estrada, bem como lugares bacanas, cidades pitorescas, parques maravilhosos e até barraquinhas vendendo hortifrútis pelas estradas. 


Coromandel Península - Hot Water Beach

Ainda na região leste da Península de Coromandel, fomos visitar a surpreendente Hot Water Beach. Obviamente, pela fama, ela é super turística (e cheia de gente cavando o chão em qualquer lugar), mas acho que o local tem seus encantos, altas ondas e também uma relação interessante com a origem vulcânica da Nova Zelândia. 



Região lotada (para os padrões aqui da Nova Zelândia, claro, nada se compara a Copacabana em noite de reveillon), estacionamentos 'bombando', placas sinalizando um Hot Water Beach Top 10 Holiday Park (deu vontade de conhecer numa próxima viagem), ruas cheias de turistas, passeios, rio e praia com salva-vidas. 



No canto direito tudo normal. Nas águas, ondas fortes e altas (acho que 1,5 metro a 2 metros), turistas ao longo da orla disputando um espaço na areia (especialmente no minúsculo trecho de 100 metros entre os quais pode-se nadar no mar por conta da segurança) e os salva-vidas entrando em ação a cada pouco por conta da força das águas e dos turistas desavisados. Sol a pino e maré cheia. Um dia de praia normal. Me lembrou Maresias no verão. 



Ao lado esquerdo fica o cantinho mais sossegado, proibido entrar (exceto surfistas - e que fique o registro: quem desobedeceu teve que ser resgatado!) e uma multidão ao fundo perto da pedra (a praia após aquelas pedras do fundo se chama Surf Beach). 


Ali, naquele cantinho perto da multidão entre as pedras, está a "mágica" que dá nome à praia... 




Antes, uma breve e superficial explicação sobre o fenômeno da água quente. Quando Coromandel tinha atividade vulcânica, uma rocha vulcânica (magma) se moveu para a superfície. Próximo a ela há alguns reservatórios de água que (apesar da rocha estar passando pelo processo de resfriamento) ainda mantém temperaturas altas. É esta água que surge na superfície quando escavamos a região. 



As reservas de água do subsolo aquecem e, quando cavadas na maré baixa nesta região da praia, emergem à superfície, formando algumas piscinas quentinhas (chegam a 60 graus). 



O bacana da foto abaixo foi ver pessoas de todas as idades e turistas dos mais diversos lugares cavando junto e brincando com a situação. 




As crianças amaram a experiência, o que seria um dia simples de praia (e de surf para alguns) virou uma divertida brincadeira com direito a ciência e água quentinha para as crianças - que não queriam ir embora de lá de jeito algum. Muito legal mesmo! 


Coromandel Península - Hahei e Cathedral Cove

Aqui está o motivo de termos vindo para o lado leste da península de Coromandel: a belíssima e famosa Cathedral Cove. 


Para chegar até ela é preciso ir a Hahei Beach e fazer uma trilha de cerca de 1 hora e meia. Hahei por si só é uma graça e já vale a visita (há muitas pousadinhas e hoteis, além de cafés, restaurantes e uma praia de tirar o fôlego). 


 


Paramos o carro em Hahei (embaixo) e seguimos rua a cima a pé. O caminho da rua da praia de Hahei até a entrada da trilha para Cathedral Cove é uma rua íngreme de cerca de 1km (mas vale pela dificuldade de se arrumar onde estacionar o carro lá em cima). A vista da caminhada compensa (vide esta da foto acima), mas depois de tanta subida, a trilha tem ainda mais 1h e meia até a Cathedral Cove (e como havia chovido, pegamos alguma lama pelo caminho). 



Aqui mais um pouco da vista, agora com a Cathedral Cove.

 


Chegando lá, um lance de escadas e estávamos do lado direito da caverna em uma praia pequena, de areia clara e com ondas. Esta da foto é a praia da direita, onde a trilha chega. 





Caminhando por dentro da caverna a gente chega na praia da esquerda, igualmente linda e um pouco mais vazia. A Caverna é legal, e realmente seu interior é grande (se a maré estiver cheia, fica complicada a passagem de um lado para o outro). 




Esta pedra esculpida pelo mar, a qual vemos abaixo, é linda demais. Infelizmente a foto não fez justiça às cores e formas. As águas claras e ondas fortes são uma atração à parte. 




Muitas pessoas vêm para cá de barco. Deve ser um lindo passeio, talvez da próxima vez a gente faça, mas a trilha é realmente bacana e eu sempre acho que a gente precisa ir a pé para realmente ter contato com o lugar. 


A dica é levar muita água (o dobro do que está pensando, assim tem para a ida e a volta) e um lanchinho para comer enquanto curte o lugar.


Na volta, havia restaurantes e um mercadinho lotado (onde paramos para nos refrescar com alguns sorvetes e muita água). Amei!  




Coromandel Península - Tairua

No meio do caminho de Auckland para Cooks Bay em Coromandel Peninsula fizemos uma parada na charmosa Tairua. Se estiver na State Highway 25 indo para Coromandel, pare por lá, tanto para fazer compras (no Foursquare), como para almoçar ou fazer um piquenique. 



A cidade é uma graça, fica entre as duas serrinhas, tem bons cafés e restaurantes, além de um Foursquare (mercadinho) para se abastecer antes de chegar a Cooks Bay, Flaxmill, Hot Water Beach e Hahei. Vale a parada (e alguns clicks no visual). Se tiver mais tempo, recomendo um ou dois dias por aqui. 





Este parquinho fica à beira do mar e da estrada, e as crianças adoraram! Dá para passar a tarde ali (e há mesinhas para piquenique). De frente para o braço de mar. Você pode comprar a comida num fish'n'chips / takeaway (compramos a nossa no Surf and Sand, muito bom por sinal!) e comer por lá. Simples e Perfeito. 


Coromandel Península - Flaxmill Bay


Decidimos realizar duas vontades: acampar com as crianças (elas ainda não tinham vivido esta experiência em barraca) e conhecer a famosa península de Coromandel. O feriado de Páscoa nos pareceu perfeito, já que precisaríamos de ao menos 3 dias por lá. 


Não investimos muito nos equipamentos porque era a primeira vez, ainda um teste, então compramos uma barraca simples e pegamos emprestados os demais acessórios. Já que estamos morando na Nova Zelândia, e percebemos que os kiwis (neozelandeses) gostam de acampar (seja em barracas ou em seus fantásticos motorhomes), por que não viver tudo isso? 


Também tomamos o cuidado de procurar um camping com estrutura e encontramos o Flaxmill bem pertinho das praias que queríamos visitar (Hahei, com a Cathedral Cove, e Hot Water Beach). 


Preço bom, bom atendimento, fotos promissoras. E assim escolhemos este camping. Chegando lá, além de acharmos a localização excelente, o paisagismo do local, a infraestrutura e o super atendimento do staff e do dono, Steve, foram surpreendentes! 





Este é o paisagismo do camping nota dez onde ficamos em nossa viagem a Coromandel: Flaxmill. Funcionários super atenciosos, lugar espetacular, frequentadores amistosos e próximo das principais atrações da península (além de ser de frente para o mar). Super recomendo!



Antes que saia correndo, veja só que maravilhosa a cozinha do nosso camping:




As geladeiras e freezers são comuns e as pessoas marcam seus pertences sem stress (há uma caneta para escrever seu nome, seu "posto" e qual o dia do seu 'checkout'). Dá para fazer ótimas refeições por ali, se não quiser ir a um dos bons lugares que há para comer na região. As crianças adoraram! 


(Dica importante para quem não quer gastar muito: vá ao mercado na sua cidade ou em Tairua - mais adiante falo a respeito da cidade e do mercado de lá - porque ali perto só há Cooks Beach e seu mercadinho onde tudo custa o dobro do preço e não há muitas opções.) Os banheiro também eram limpíssimos (chuveiro quente por 5 minutos = NZ$ 2,00) e havia uma lavanderia com secadora (NZ 4,00 por uso). 




Aqui o nosso kit pra lá de básico para começar, mas espero que seja o segundo, de muitos que queremos fazer por aqui (o primeiro foi no inverno, num motorhome, em julho). Tudo muito seguro, nada de freecamping, organizado e limpo. Nota dez no quesito "cool". E olha que pegamos chuva e um furo no nosso colchão inflável (além de estarmos em 4 numa barraca pequena para 4 pessoas - na verdade o certo seria para 2). 


A barraca verde à esquerda foi emprestada por um inglês que já mora aqui há dez anos, tinha um trailer vintage incrível e foi muito simpático em nos emprestar a 'extra tent' dele (pena que as crianças quiseram ficar conosco, apertadinhos).


Reveja seus conceitos: acampar é um "must" se você está num país tão "camping friendly" quanto a Nova Zelândia. Ficar em hotel é maravilhoso, mas acampar é incrível! 


NY - COMIDINHAS E COMPRINHAS

Ainda não tive o prazer de visitar New York (Nova Iorque), um sonho que sempre tive, mas encontrei estas dicas de alguns amigos em meus e-mails antigos e achei que seria bem legal compartilhar. 

1. Loja de cookies muito boa: Levain Bakery  
Sério! Só de olhar o site deles já fico babando (nos cookies, nos pães...), então imagine lá, em NY, olhando a vitrine, escolhendo e comendo estas delícias? É de pirar! Meu amigo Pedro foi quem me falou. 

2. Hamburguer animal
Joint Burguer no Parker Meridien é uma grande pedida, segundo a Aninha. Mas prepare-se para muita fila e um atendimento médio, só que "diz a lenda" que o hambúrguer compensa ;-D
Site: http://www.parkermeridien.com/eat4.php


3. Outlet pertinho de NY
Century 21 é o lugar bacana (esta dica já não lembro se foi do Pedro ou da Ana), e o bom é que dá pra ir de metrô, pois fica na cidade, não é aqueles outlets que você tem que ficar o dia inteiro. Assim não compromete o seu dia. 
Site: 
http://www.c21stores.com/

Bem, o lugar bomba de lojas, cafés, bares, restaurantes, cenários, espetáculos, enfim, cheio de coisas legais e imperdíveis (e ultimamente os Cronuts e os Doughnuts têm bombado por lá - dê um google e você encontrará inúmeras sugestões descoladas e cheias de filas), mas foram singelas contribuições.