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Um roteirinho simpático para as férias em Natal, RN, com a família

Aqui estão algumas dicas legais para quem vai a Natal em família, experiências vividas por mim e minha família em mais de 4 viagens.

Natal, a capital do Rio Grande do Norte, tem um clima muito bom. Já fui em diversas épocas do ano e sempre peguei muito calor (algo em torno dos 30 graus celsius) e tempo bom (é a região com mais dias de sol do Brasil), mesmo no “período de chuvas”. As chuvas de lá são rápidas e acabam refrescando o ambiente, o que é muito bem vindo.

Repleto de praias e de uma cultura própria, com seus passeios em dunas, muitas fazendas de camarão e água de coco, cajueiros perfumados, rendas e um povo para lá de hospitaleiro, o estado e sua capital são um dos meus lugares preferidos para fazer turismo.

As praias são lindas, com areia douradinha, muita vida, falésias e mar azul. No litoral todo venta bastante, acredito que seja porque estamos perto de onde “o mapa do Brasil faz a curva” para a face norte, pegando algumas correntes de vento do alto mar. As correntes do mar também achei bem fortes, bem como as ondas em algumas praias. Não tenho uma preferida na região urbana, mas costumava pegar sol na Ponta Negra, já que lá é que está a maioria dos hotéis. As minhas prediletas ficam mais afastadas, em São Miguel do Gostoso e Pipa, mas as de Natal também são muito boas.

Natal vai receber jogos da Copa e está bastante organizada para isso, com um site muito bacana com boas dicas e orientações.


Operadoras locais: http://turismo.natal.rn.gov.br/operadoras-turismo.php (eu já usei algumas vezes a Luck Tur, e achei muito boa, com preços justos, pontualidade e qualidade)


Passeio de bugue pelas Dunas
O passeio mais famoso de Natal é o de bugue pelas Dunas de Genipabu e todas as praias/atrações no caminho em direção ao norte do estado. Geralmente os roteiros começam com os bugueiros buscando os turistas nos hotéis, em horário combinado, e segue pelas dunas e praias até Jacumá ou Muriu. Diversas lagoas são visitadas e algumas delas permitem mergulhos. Em diversos pontos é possível parar para fazer fotos e para se refrescar.

Atenção: existem as dunas fixas e as dunas móveis, além das dunas das praias do litoral norte. Combine o trajeto e a duração total do passeio com o bugueiro antes de sair. Alguns passeios opcionais a serem contratados na hora são: Sky bunda (prancha de snowboard nas dunas), Aero bunda (espécie de tirolesa), passeio e fotos nos Dromedários, Caiaque, Pedalinhos e descanso em alguns parques.

É muito importante contratar somente bugueiros credenciados (Cadastur), por conta da segurança e experiência necessários para se percorrer as dunas.

O ideal é fechar um buggy só para a família, dando ao grupo familiar mais controle sobre o que será feito e o grau de “emoção” que se quer durante o passeio (além de poder escolher onde parar por mais ou menos tempo). Caso contrário as operadoras acomodam as pessoas aleatoriamente nos veículos.

Outra dica: os restaurantes que os bugueiros sugerem são muito “turísticos” e não necessariamente os melhores, já que eles ganham comissão para indicar os turistas. Pesquise antes onde quer almoçar para escolher aqueles lugares com bons exemplos da culinária local. Veja mais dicas abaixo.

O Guia Quatro Rodas recomenda “O maior cajueiro do mundo não pode ficar de fora do seu roteiro (de bugue). Aproveite a visita para almoçar logo ali ao lado, no estrelado (restaurante) Paçoca de Pilão, onde é servido o prato que dá nome à casa.”. Já está na minha lista das próximas atrações que quero visitar.


Parrachos de Maracajaú (em Maxaranguape)
É o meu destino preferido na região. Imagine entrar 7 quilômetros adentro em direção ao alto-mar. Só que ao invés de encontrar águas profundas em todos os lados, você se depara com uma extraordinária formação de recifes de corais, repletos de piscinas naturais com águas quentes. Um aquário onde é possível mergulhar e encontrar peixes, moluscos, crustáceos, entre outras espécies marinhas (já vi moreia, lagosta e muitos, muitos tipos diferentes de peixes). E não precisa ser mergulhador. Isso tudo é visível apenas com óculos, snorkel e um par de nadadeiras. Este paraíso fica dentro de uma Área de Preservação Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), portanto somente com empresas credenciadas e conhecedoras das normas podem levar as pessoas até o local.

Para chegar lá, é importante ligar antes para saber qual o período de maré (já que só é possível a visita durante a maré baixa), e portanto horários dos passeios. Já fui de lancha rápida e de catamarã. Ambas experiências foram muito boas.

Apesar de algumas operadoras de turismo local sugerirem o passeio de bugue, eu recomendo que as pessoas aluguem um carro e sigam até lá, para terem mais disposição e cansarem menos com o passeio (de bugue é um pouco enfadonho). Não tem erro: siga pela nova ponte Forte-Redinha em direção ao norte, e depois pela BR-101 (as placas ajudam a encontrar o caminho facilmente). Fica a 60 km do Centro de Natal.

Amo este belíssimo pedaço do paraíso em pleno Rio Grande do Norte e recomendo fortemente para quem curte este tipo de passeio. Confira algumas fotos no Google.

Preços de R$ 70,00 a R$ 85,00 por pessoa (catamarã ou lancha, respectivamente).



Ma-Noa Park
Já que foi até Maracajaú, que tal aproveitar o restante do dia num parque aquático? Eu não conheci (até porque para mim os Parrachos de Maracajaú são O Parque para minha diversão), mas dizem que é muito legal, e as crianças adoram. Lá tem uma imensa piscina de 600 m² com cascatas e hidromassagem, bar molhado, rio com correnteza para passeio com boias, parque aquático adulto e infantil e facilidades como estacionamento, vestiários, restaurantes e quiosques.

Ingresso promocional a R$ 45,00 por pessoa.



Praia dos Artistas
Sempre venho aqui para comprar castanha de caju (apesar de que nos supermercados locais também tem e às vezes é até mais barato), cachaças com frutas, cocadinhas e outras coisinhas típicas locais.

Um ponto bacana de visitar é o Centro de Artesanato, localizado na Praia dos Artistas com várias lojinhas e lugar para estacionar. Vale a visita com tempo para garimpar.

Um link interessante para se ter uma ideia do local é este aqui: http://www.natalonline.com/passeios/56/centro_de_artesanato_da_praia_dos_artistas/


Onde e o que comer
Natal tem uma culinária maravilhosa: lagostas, camarões, peixes sempre frescos, culinária nordestina e uma infinidade de delícias e tentações.

O Mangai foi uma bela surpresa que me foi apresentada por um conhecido que mora em Natal. Além de super grande e rápido, tinha sucos deliciosos e era possível experimentar de tudo um pouco e ainda repetir quantas vezes quisesse. Haja prato para tantas opções! Lá é tudo a quilo, e a comida de primeira. Vale muito a pena.


O Camarões é um dos mais gostosos do planeta, e sempre acabo indo lá comer pratos que levam o ingrediente que dá nome ao restaurante. Escolho, escolho, escolho e sempre como os camarões ao catupiry. Deliciosos e irresistíveis.




Um passeio que não fiz mas que me deixou curiosa é a visita ao Taverna Pub, bar que fica junto do hostel mais charmoso do Brasil, o Hostel Lua Cheia (Ponta Negra, site http://www.luacheia.com.br/). Lembro de ter ido a um bar pertinho dele, na mesma rua, onde tomei uma incrível batidinha de banana que era deliciosa (falando sério, tomei umas duas, pelo menos), enquanto admirava aquele lindo castelinho e o vai-e-vém de turistas e famílias do hostel. Deu uma inveja e sempre fiquei com vontade de me hospedar lá.



História e cultura
Fala sério: você não está indo para Natal, terra do sol e de praias paradisíacas, para ficar fechado dentro de um museu. Mas garanto que os passeios culturais da cidade são muito bacanas. O Forte dos Reis Magos é um deles e vale um final de tarde por lá, para fazer umas fotos e ainda conhecer mais sobre a história local. No site que citei no início deste post, há mais atrações culturais para se fazer por lá.


Redondezas
Para quem tiver mais tempo, eu recomendo a visita a Pipa (no sul, a cerca de 1 hora e meia de Natal) ou São Miguel do Gostoso (no norte, também a cerca de 1 hora e meia de Natal). Clique no link abaixo para saber mais a respeito destes deliciosos paraísos em posts que fiz anteriormente.



E se chover muito ou se sentir falta do ar condicionado, lá tem muitos shoppings com cinemas, games e todo o tipo de fast food e loja.



São Miguel do Gostoso - a jornada

Já tinha ouvido falar algumas vezes sobre um lugar no extremo norte do RN, onde o vento faz a curva e o Brasil olha para o norte, ao invés do leste. Mas nunca tinha tido a oportunidade de explorar esta parte do litoral da terra do sol. Desta vez, decidimos não adiar mais.

A BR-101 é a estrada que nos traz para este paraíso, sempre seguindo as placas em direção ao litoral norte ou para Touros. Viemos de dia para evitar surpresas, mas a estrada está ótima, em excelentes condições. Além da paisagem belíssima, chegar ao km zero da BR-101 foi muito legal. Sobretudo porque ela começa em Touros, onde está o farol de Touros. Legal para fazer umas fotos.

Na BR, km 2 há um trevo para pegar a RN-221 em direção a São Miguel do Gostoso, cerca de 15 km para frente. Este trecho é ruim, esburacado, e há animais na pista, portanto muita atenção e viaje de dia (e com o tanque cheio, pois há somente um posto por lá).

A cidade é simples, um vilarejo, com um povo muito simpático e gentil, ótimas pousadas e bons restaurantes. Tem mercadinhos ótimos para abastecer quem está com crianças.

Ao todo são 110 km desde Natal, a capital, até Gostoso, que tem uma Orla com 4 praias (estimo una 3 ou 4 km de ponta a ponta).

As praias têm ondas e correnteza fortes, e extensas faixas de areia clara e fofa. As crianças curtem mais quando a maré está baixa, porque as coisas acalmam um pouco e elas conseguem aproveitar mais, sem medo.

Achei as praias de Tourinhos (8 km dali por uma estrada de terra vermelha e em boas condições), e a de Cardeiros as melhores para as crianças. Mas na maré baixa.

As praias são perfeitas para Windysurf e Kitesurf. Quem quiser mergulhar, melhor ir para os Parrachos, no meio do caminho de Natal até aqui. Também não vi surfistas por aqui.

Nos próximos posts conto mais sobre as praias e a culinária local.

A praia do Centro, Pipa

Nos posts desta primeira parte da viagem à Pipa, RN, faltou falar de algumas praias, entre ela a praia do Centro. A verdade é que além de preferir praias mais naturais e vazias, procuramos lugares que - em teoria - sejam bons para as crianças.

Deixamos de fora das nossas visitas deste ano a Praia do Amor, que tem uma trilha de acesso perto da nossa pousada, mas que é point da moçada e do surf. Já a Baía dos Golfinhos é acessível por uma trilha pelas pedras quando a maré está baixa. Momento em que - com sorte - avistam-se golfinhos por lá. Mas as ondas também são fortes, e os horários de maré baixa coincidiram com os "horários de criança cansada" o que nos fez desistir de tentar ir até lá. (Creio que a trilha não seria um problema para nós.) Mesmo assim, valeria também a visita.

Arriscamos somente a Praia do Centro, com a qual brinquei chamando de 'Guarujá da Pipa', já que sou de São Paulo. A praia, do centro, é realmente lotada, repleta de bares com suas músicas e mesas tomando a areia. Não é a mais bonita, mas também foi divertida.

Ficamos mais para a direita, fugindo do caos, perto de umas casas (que, aliás, invadiram as areias da praia tomando-as para si, uma vergonha). Com a maré "ainda enchendo" o mar estava calmo e as crianças puderam brincar livres e soltas. Além de terem feito amizade rapidamente com várias crianças que estavam por ali.

Uma coisa nos intrigou neste instante: para onde (e como) será que vai o esgoto de todas estas casas? Mas olhando em volta não vimos canais de água corrente, portanto logo esquecemos e nos entregamos ao dia ensolarado.

Confesso: foi um doa melhores dias para as crianças. Não queriam ir embora da praia, e brincaram muito, além de terem tomado sorvete. E não é que o visual da praia, dos coqueiros, da maré enchendo, os barcos e falésias ao fundo sob céu azul fez um lindo espetáculo?


Gabi Nunes
Enviado via iPhone

Sibaúma, RN - de novo mas diferente

Hoje foi dia de voltarmos a Sibaúma, RN. Não só porque gostamos demais, mas também porque o marido perdeu os óculos, e foi a desculpa que precisávamos para voltar lá.

Desta vez ficamos no rio, que desemboca no mar. Ou vive-versão, conforme a maré. A vista dos arrecifes, da areia e do mar batendo foi tentadora demais. As crianças ficaram com medo no começo. Acho que é porque se esqueceram como é, mas no primeiro convite para explorar a vida marinha ambos se empolgaram.

Neste canto, muita vida, muitas conchas e muito para ver: siris, caranguejos (que cores!), peixinhos perdidos... Muito atrativo. Brincamos muito e descobrimos muita coisa interessante.

No mergulho, novo receio das crianças por causa da água escura que vem do mangue. Mas rapidinho caíram na água e perderam o medo. Vale testar a profundidade antes, pois a correnteza forma bancos de areia, mas também alguns buracos.

A temperatura estava ótima, mesmo com o tempo nublado. E máscaras de mergulho nos fizeram explorar o rio e as milhares de convinhas que existem por lá. Não nos deparamos com vida, mas é claro que estão por todo lado.

Foi como se estivéssemos em um lugar completamente diferente. Muito bom.

No meio da tarde fo os embora almoçar no centrinho de Pipa. Escolhemos os PFs do Bistrô da Pipa: arroz, feijão marrom, purê e peixe grelhado. Uma delícia. Pedimos porção para 2 pessoas e comemos em 4 (2 adultos e 2 crianças). Recomendo.

Em seguida fomos provar os sorvetes artesanais da Preciosa. Realmente deliciosos. Provamos o de chocolate belga e o "flocos". Fantásticos! Além dos sabores tradicionais, têm também os de frutas. 3 sorvetes, R$ 13,50. Parada imperdível!

(By the way: não achamos os óculos.)

Sibaúma, RN

O dia de ontem foi mais uma valiosa dica da pousada onde nos hospedamos. Pegamos a estrada em direção a Sibaúma.

A estrada, em julho, passa por pastagens verdes e bucólicas, hora com canaviais, hora com coqueirais, vez ou outra florestas fechadas, e algum gato no meio de tudo isso. Em algum momento a estrada vira um vilarejo simples. Simples mesmo, e rural. Casinhas das mais simplórias, ruas de terra, animais na rua (galinhas, cabras, cães, gatos). Se distrair, você perde as placas da balsa. E a paisagem do mar batido distrai a gente, facinho, facinho.

Placas retomadas e pegamos uma curta estradinha de terra que adentrou um manguezal. Balsas individuais movidas a tração (ou navegação?) humana se encarregam de fazer a travessia (R$10,00 por trecho).

Logo chegamos à praia das piscinas naturais. Tem estacionamento, restaurantes e mesinhas e cadeiras. Cuidado para não atolar na areia.

A praia era linda e deserta. Encantadora. Rapidamente avistamos os arrecifes que fechavam a frente da praia e no momento que chegamos, de maré cheia, ainda venciam a barreira e se encarregavam de encher o mar. Com o tempo a maré foi baixando, a praia acalmando e transformando tudo num espetáculo ainda mais bonito - e divertido para as crianças.

Esta não é uma praia para mergulho. Tentamos, mas deu prá perceber que a força do mar é implacável. A areia fica muito batida, a água turva, a correnteza forte e os arrecifes, mortais. Nem quando a maré baixa. O jeito é curtir o espetáculo da superfície mesmo. E vale muito a pena.

Nos restaurantes só pedimos bebidas, achamos as comidas caras, e pelo preço não conseguimos saber se valia a pena. Deixamos para comer uma tapioca na volta.

Pipa, RN - Praia do Madeiro

Hoje foi nosso primeiro dia de praia em Pipa. E acho que tem que inaugurar a série de posts por se tratar de uma abertura com laço de ouro. A dica foi dada pelo Seu Antonio, da nossa pousada. E foi uma dica valiosa.

Saímos de carro do centro de Pipa em direção a Tibau do Sul, sempre de olho nas placas que indicavam a Praia do Madeiro. (Quase erramos parando o carro um pouco antes do local.) Chegamos ao Hotel Ponta do Madeiro, onde um simpático porteiro nos atendeu, abrindo o portao, mostrando o estacionamento e - ainda - nos mostrando o caminho pelo belíssimo hotel.

Ao seguirmos em frente, no alto da falésia, a paisagem deslumbrante provocou um "uau" em todos, até nas crianças. Mesmo com o tempo nublado a vista da Baía dos Golfinhos e da Praia do Madeiro, seu mar claro e cheio de ondas, em contraste com as cores alaranjadas (ou avermelhadas) das falésias seria de tirar o fôlego.

Eu disse "seria" porque na verdade os degraus incrustrados na encosta foram de tirar o fôlego, literalmente. Ainda bem que a escada é boa, e a chegada compensa. Existem ponto de parada para ajudar os sedentários.

Já na praia, de areia clara, as ondas batem forte e chegam a formar grandes bancos de areia. E a vista permanece linda. O sossego só é quebrado pelo vôo de pássaros ou por passantes que estão fazendo caminhadas (trilhas?) pela praia.

O hotel mantém uma estrutura de restaurante servindo petiscos e bebidas, além de oferecer sombra e espreguiçadeiras e um chuveiro de água doce. Não há banheiros.

A cerveja estava gelada e veio em isopores. As casquinhas de caranguejo eram frescas e muito saborosas. As iscas de peixe também. Foi uma excelente dica e um ótimo começo.

Próxima parada: Pipa - Rio Grande do Norte

Já falei por aqui sobre nossas férias na Pipa-RN, em 2003, quando nos hospedamos na Pousada Xamã. Veja no post abaixo:

O que ainda não comentei é que nas próximas férias este ano escolhemos um destino bem quentinho, para fugir do inverno e aproveitar as lindas paisagens e a hospitalidade que sempre encontramos no Nordeste brasileiro. Serão exatos 10 dias divididos entre Pipa, em Tibau do Sul, ao sul de Natal, e São Miguel do Gostoso, ao norte de Natal. Ambos no Rio Grande do Norte, famoso pela quantidade de dias de sol ao longo do ano.

Quase 10 anos após nossa primeira viagem para lá, poderemos conferir o que mudou e o que permanece irretocável. Espero que tenhamos boas surpresas e que possamos explorar o lado família de Pipa. Desta vez, as trilhas não poderão ser mais de 20 quilômetros, como chagamos a fazer no percurso de Pipa até Tibau do Sul. Foi fantástico, mas as crianças não aguentariam nem um terço desta caminhada. Então o jeito vai ser explorar cada uma das praias (lindas) que tem por lá.

Tenho certeza de que as crianças vão se encantar com a Baía dos Golfinhos, sobretudo se estes lindos mamíferos estiverem por lá fazendo seu espetáculo. Em 2003 tivemos muita sorte e pude vê-los surfando nas ondas. Espero que a sorte se repita este ano.

Outro ponto que pretendemos explorar é a Praia do Amor. Desta vez não é pelo apelo romântico do nome, mas sim pela beleza natural e – com sorte – as quentes e seguras piscinas naturais que podemos encontrar por lá – e onde as crianças poderão se esbaldar de brincar.

Para comer, a recordação que tenho é de que Pipa tinha ótimos restaurantes. Lembro de um point onde as pessoas iam tomar a ‘sopa do francês’. Um casebre simples com mesinhas na rua. Em princípio achamos bem estranho, mas por conta de um mal estar do meu marido (namorado na época), acabamos arriscando e descobrindo uma das melhores sopas que já tomei na vida. Elas eram simplesmente incríveis. Não importava o calor, batíamos o cartão por lá quase todas as noites. As mais pedidas eram o caldinho de sururu e o caldinho de camarão. Também descobri nos restaurantes locais um peixe delicioso chamado “Cavala”. Não vejo a hora de experimentar novamente e explorar as novidades gastronômicas que surgiram por lá ao longo destes anos.

A hospedagem será a mesma: a pousada da Dona Neuza e do seu Antonio (http://www.pousadaxama.com.br/novo/), já reservada.

Foi em Pipa, há quase 10 anos, que vislumbrei um sonho: trabalhar com turismo. O sonho ainda está aqui no meu coração, sendo pensado, trabalhado e sonhado. Um dia ele vai se realizar. Por enquanto, criei este espaço para dar vazão ao meu sonho e contribuir com pesquisas e exploração de lugares encantados no Brasil e fora dele.

As férias deste ano

Em meio ao sonho com a viagem de volta ao mundo, eis que finalmente chega o momento de providenciar os últimos detalhes das nossas férias que se aproximam. Desta vez buscamos um pouco de sol e praia, mas praias desertas e repletas de boas surpresas. (Já que a TAM não opera mais com milhas para Fernando de Noronha) Vamos para o Rio Grande do Norte, onde o sol brilha forte e quente o ano todo. Ficaremos parte do tempo em Pipa, parte em São Miguel do Gostoso. 

O que acho mais incrível é que quando resolvemos ir para algum destino de férias, sempre aparece alguma matéria bacana com boas dicas. Lendo a Gloss deste mês me deparei com algumas dicas de Gostoso (!!!). Já recortei a página e guardei para levar as dicas. Sei que é onde o vento faz a curva e portanto terra de windysurf - o marido vai ao delírio - e que em 1501 recebeu os portugueses que aportaram por aqui. Interessante... 

Mas o mais bacana é saber que está a pouco mais de 100 quilômetros de Natal, tem pouco mais de 9 mil habitantes e que as praias são lindas e desertas. Nas minhas férias, quero sossego. 

Bem pertinho dali tem maxaranguape, onde o mergulho é fantástico. Se der tempo, quero dar uma escapadinha e mergulhar de novo neste lindo paraíso. Enquanto a viagem não chega, vou sonhando com as próximas férias! 


Quanto à Pipa, a ideia é curtir um pouco a pousada Xamã, onde nos hospedamos há alguns anos, e levar as crianças para conhecer as praias de lá. Me lembro bem do aconchego da pousada, que recebia sempre a visita de pássaros e macaquinhos. Ai, saudades de deitar nas redes e ficar vendo o vai e vém dos bichinhos... as crianças vão adorar. 

Com uma boa dose de sorte e paciência, além de muitos mergulhos, vamos ver golfinhos novamente por lá. 

Seus Antonios e donas Neuzas

Meu amigo Dinho zapeou o blog e fez uma (justa) reclamação: "cade a minha pousada?". Ele tem razão. Em 2003 ainda não tínhamos um amigo chamado Dinho, mas tínhamos milhas para gastar. E não foi difícil optar por Natal, RN, a terra do sol. Eu já tinha estado lá anteriormente, foi uma passagem rápida durante uma estada em Fernando de Noronha. Nada melhor do que uma nova e mais longa estadia para explorar a cidade.

Por indicação de amigos resolvemos aproveitar alguns dias em Pipa, uma praia que estava ficando conhecida entre os descolados e ficava a apenas 1 hora de Natal. A recomendação foi que nos hospedássemos na Pousada Xamã. Lá fomos nós. Pegamos uma van na rodoviária de Natal e seguimos viagem, passando por vilarejos e lindas falésias.

Ao chegarmos no local, fomos calorosamente recebidos pelo Seu Antonio e a Dona Neuza (pais do Dinho), e um acolhedor café com bolo enquanto esperávamos pelo nosso quarto, trocando 'um dedo de prosa'.

A pousada - em torno da piscina - era cercada de um lindo e florido jardim, que atraía beijas-flores e macaquinhos. Além de um simpático labrador. E todos os dias Seu Antonio e Dona Neuza se esmeravam em cuidar da pousada, das plantas, das refeições, dos animais, dos detalhes e dos hóspedes. Dias depois conhecemos o Dinho (pessoalmente, porque antes só havíamos falado por telefone), 'empreendedor e CEO' da pousada.

Contei esta longa história pra falar sobre todos os Seus Antonios e Donas Neuzas que transformam meras estadias em momentos muito especiais. Inesquecíveis. São pessoas desconhecidas que se tornam queridas pela maneira como nos acolhem, e que transformam pousadas em hotéis 5 estrelas pela exclusividade com que tratam seus hóspedes.

O Brasil tem este dom. Ao mesmo tempo em que muitas vezes não há uma sistematização da operação (por mais esforços que entidades como o SEBRAE façam), abre-se um (bem vindo) espaço para a simpatia e a criatividade do brasileiro na arte de receber. Isso transforma a qualificação da operação. Faz com que a experiência seja memorável, fidelize, e que se multiplique aos 4 ventos levando novas pessoas a estes destinos.

Lembro de outra pousada simpática, Pousada do Pôr do Sol em Prado, Sul da Bahia, onde fomos recebidos pela família que morava lá (e alguns funcionários). Nos sentimos hospedados na casa de conhecidos. E entramos na rotina como se fizéssemos parte da família.

Enquanto houverem pessoas como Seu Antonio e a Dona Neuza, a hospedagem em pousadas continuará sendo uma excelente opção para quem gosta de viajar, fazer novas amizades e ainda assim se sentir em casa. O difícil é a hora de partir.

Ah, e o Dinho? Ele nos levou passear pelas redondezas de Pipa, como um parente distante que nos guia pela sua cidade, e depois nos acolheu em sua casa em Natal por alguns dias. Se tornou um grande amigo.

Recentemente meus tios foram pra lá e se esmeraram na Pousada Xamã, que está ainda mais completa e linda do que tínhamos em nossa memória. Planejamos voltar com as crianças.