O novo continente

Este ano a grande aventura foi explorar o Novo Continente: a Oceania (chamado assim porque foi o último continente a ser "descoberto" pelos colonizadores europeus). Mais precisamente estive na Nova Zelândia (Aotearoa na língua dos Maoris) - na ilha norte. No mapa, como estamos acostumados a ver, parece muito distante do Brasil (depois, até, do Japão e da Austrália).




Porém, o mundo é redondo, já dizia Galileu, e felizmente podemos chegar muito mais fácil e rapidamente viajando pelo outro lado do globo. Adiante falo mais sobre o voo, mas o que acho importante dizer é que lá é muito mais perto do que estamos acostumados a imaginar e o destino é muito querido por quem já esteve lá. Vale a pena considerar para a próxima viagem.

O país foi colonizado inicialmente pelos Maoris (que têm muitas semelhanças e guarda algumas conexões com os povos da região pertencentes a outras ilhas na Polinésia e até no Havaí), mas bem depois desta colonização surgiram os europeus (ingleses, irlandeses e escoceses), que continuaram a colonização e a formação do país como hoje conhecemos.

As paisagens são lindíssimas: praias, montanhas e um clima bem gostoso. Dá para pegar um super verão na ilha norte e um super inverno na ilha sul. Isso porque a geografia premiou o país com várias ilhas, sendo as duas maiores a ilha norte (mais quente e onde fica Auckland) e a ilha Sul (mais fria e com paisagens de cair o queixo).

Se puder, aproveite para conhecer as duas ilhas. Este mapa mostra algumas cidades, as duas principais ilhas e as regiões:




O voo
Ao contrário do que muita gente pensa (e treinamos nosso cérebro a pensar assim por causa dos mapas), não é necessário fazer uma viagem de muitas horas (algo como 36 horas) para se chegar lá. Nem é preciso dar a volta ao mundo pela Europa, África ou Oriente Médio. Há um "atalho" muito mais agradável para se chegar à Oceania: pela América do Sul + Oceano Pacífico.



Há opções da TAM, LAN, QANTAS e - a partir de dezembro de 2015 - pela Aerolíneas Argentinas + Air New Zealand. Os preços são muito bons, as aeronaves apertadíssimas (apesar de novas), e tudo pode acontecer relativamente rápido (sao 3 a 4 horas no primeiro trecho e mais 14 horas no segundo). Mas a viagem vale a pena!

Para a Nova Zelândia as chegadas são sempre por Auckland. Foi onde estive. Mas é possível pegar outros voos regionais (ou carro em mão inglesa, ou trem) e seguir para outras cidades na ilha norte ou na ilha sul.

Como o voo é longo, de qualquer forma, a recomendação é ficar por lá pelo menos 15 dias, sendo o ideal entre 20 e 30 (e tem tanta coisa bacana para fazer que você vai ficar com gostinho de "quero mais" - acho que é por isso que o visto de turista geralmente dura 90 dias). E quem puder, vale muito a pena incluir a Austrália no roteiro.

Para quem, como eu, quer viajar com crianças, aqui está o link para um post onde dei algumas dicas para tornar a viagem mais agradável.

Em breve muitos outros posts e fotos para dar dicas e informações desta viagem maravilhosa. Tenho certeza de que não faltarão ideias para montar um roteiro delicioso para lá!

PS: E aqui está o link para o checklist de bagagem para não esquecer nada na viagem.

Almoço de Domingo versus Viagens

Comida de vó é o comfort Food do final de semana. E quando a gente viaja, dá a maior saudades.



O italiano Gabriele Galimbeti decidiu viajar pelo mundo mochilando de sofá em sofá (quando você se hospeda na casa de pessoas que oferecem um sofá para você dormir - couchsurfing). Mas sua "nonna" ficou preocupada se ele se alimentaria bem durante a viagem. Então ele prometeu que encontraria avós dispostas a preparar uma refeição local cheia de carinho e o registro é uma divertida viagem pelas comidas de avós mundo afora.



Pelo visto o Gabriele passiu muito bem na viagem e ainda deixou a gente com água na boca! Clica no link e boa viagem!



#travel #voltaaomundo #aroundtheworld #viagem #travelandcoffee



http://comendocomosolhos.com/uma-viagem-pelas-comidinhas-de-avos-do-mundo-todo/

Experiências inusitadas

Quando viajamos, buscamos experiências que nos tirem de nossa rotina e nos levem a sensações diferentes. Pois algumas empresas levam isso muito a sério e encaram a ideia com muito bom humor e criatividade. 

Uma grande sacada foi criar um jantar preparado por chefs renomados nas alturas, onde as pessoas são erguidas por um guindaste a alturas incríveis (50 metros!), enquanto contemplam a belíssima vista da cidade. Trata-se do DINER IN THE SKY, A ideia surgiu em 2004, na Bélgica, e ganhou o mundo todo desde então, virando até atração de alguns eventos.

Foto: Divulgação


Para quem é fã da Aurora Boreal, o Ion Luxury Adventury Hotel no vulcão ativo Monte Hengill, em Nesjavellir, na Islândia está instalado em um local que irá proporcionar uma das vistas mais incríveis do fenômeno e da belíssima paisagem da região. As diárias custam a partir de US$ 270,00. 

Foto: Hotel Ion Luxury Adventury Hotel website

Recentemente, algumas atrações chamaram muita atenção. 

Uma delas é uma suíte, prá lá de especial, que o Hotel Daniel, na cidade de Graz, Áustria, criou. Trata-se de um cubo de vidro, instalado no alto do seu prédio, a cerca de 24 metros de altura, proporcionando uma das vistas mais bonitas da cidade. O LoftCube, como é chamado, tem 44 m² e tem uma vista de 360° da bela Graz, que é patrimônio da UNESCO, além de um terraço.


Outra ideia um pouco mais, digamos, diferente é o hotel-avião que a KLM e o Airbnb acabam de lançar numa ação em conjunto. Trata-se de um avião antigo totalmente reformado e adaptado para acomodar, confortavelmente, seus hóspedes nos cerca de 366 m², e conta com cinema privativo, 2 cozinhas e muito charme. Mas, neste caso, só poderão se hospedar no divertido hotel, os ganhadores de um concurso. Está localizado no aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, na Holanda, e funcionará entre 28 e 30 de novembro próximos. 



Por fim, para quem, como eu, adora estas novidades, não deixe de seguir o Travel And Coffee To Go, que sempre posta estas e outras novidades, o Viagem Livre (do Catraca Livre) e o site Hypeness, que faz curadoria de novidades.  

Saiba Mais:
Diner in The Sky: http://www.dinnerinthesky.com.br/ 
Ion Luxury Adventury Hotel: http://ioniceland.is/ 
Suíte Loft Club do Hotel Daniel em Graz: http://www.hoteldaniel.com/de/graz/rooms/loftcube.html
Promoção KLM e AirBNB: https://www.airbnb.com.br/rooms/4516821 
Travel And Coffee To Go: www.travelandcoffee.com 
Viagem Livre: https://catracalivre.com.br/viagem/ 
Hypeness: http://www.hypeness.com.br/category/viagem/ 


Viagem com Milhas: dicas valiosas para voar sem gastar muito

Muita gente já conhece (e é fã) dos programas de milhagens das companhias aéreas (são programas de relacionamento das cias aéreas em que se acumulam pontos - milhas - cada vez que viaja ou realiza compras em cartões ou lojas parceiras). Quando a pessoa junta uma determinada quantia de milhas (ou pontos), ela pode trocá-las por uma passagem aérea em trechos nacionais ou internacionais (ou então por outros produtos e serviços). Há casos em que você troca os pontos por um trecho e só paga a volta (ou a ida). Bem econômico

Muitos me perguntam como fazer isso. Bem, primeiro de tudo tem que ser bem organizado, ser bom planejador e ter MUITA paciência. Vamos às dicas!



1. Escolha um único cartão e centralize lá todas as suas compras e seus pontos. Assim fica mais fácil juntar a atingir as quantidades mínimas para se trocar por uma passagem ou presente. 

2. Informe-se sobre os valores em milhas necessários para voar para o destino escolhido no período que você quer viajar (há diferenças gritantes entre alta e baixa temporada). Consulte os sites das cias aéreas, mas uma boa opção para se tirar todas as dúvidas (até sobre o melhor período para solicitar as passagens) é ligando no programa de milhagens (mas tenha paciência, o atendimento demora).
Pela minha experiência, quanto antes ligar, melhor. Algumas cias aéreas vão dar prazos como "ligar 90 dias antes da data de embarque para solicitar a reserva". E pode ser que você consiga a ida com uma cia aérea e a volta com outra. Ou ainda tenha que pagar pela volta. É tudo uma questão de tentar.
3. Outro ponto importante para se entender: assim como as tarifas "baratinhas" as cias aéreas reservam alguns assentos nos vôos para quem viajará com milhas. Portanto quando acabam, não tem jeito, a não ser trocar a data ou até o destino. Esteja preparado para isso com um plano B (certa vez queríamos ir para Fernando de Noronha, mas como plano B havíamos escolhido Natal, Fortaleza ou Floripa). Também é importante ter flexibilidade de data (tenha na manga 1 a 5 dias antes ou depois para poder negociar quando estiver tentando adquirir o vôo com milhas).

Algumas cias aéreas te colocam em vôos com muitas escalas (algumas delas, surreais), portanto esteja preparada para a logística mais absurda que existe (chegam a mandar pessoas para o Canadá como "perna" para depois ir para Miami, por exemplo, ou um pinga-pinga em vôos internos até chegar no seu destino final).
4. No geral, vôos durante a semana acaba sendo mais fáceis de se conseguir assentos disponíveis para quem voa com milhas (a não ser que você tente reservar vôos em horários que são muito concorridos pelos viajantes corporativos).
5. Por fim, fique atento às parcerias entre as cias aéreas, porque com elas você amplia as opções de acúmulo de milhas e também as opções de uso das milhas (ex.: Star Alliance ou One World).

6. E muita, muita, muita, muita e mais MUITA paciência ao telefone. Faça todos os itens anteriores, sente-se num lugar confortável, tenha água, lanchinhos e celular com wi-fi nas mãos, para passar o tempo enquanto estiver aguardando o atendimento. Algumas vezes cai a ligação (e sim, você perde tudo o que já conversou), noutras o atendente te desliga, ou ainda o deixam esperando por horas. Com sorte você não passa por isso, mas já aconteceu algumas vezes comigo e com meus conhecidos.
Mas não se assuste, é assim mesmo. No final, vale muito a pena. Boa viagem!

Planejar é Preciso

Muitas pessoas se surpreendem com preços das tarifas na hora de viajar, mas o que poucos sabem (e comprovam!) é que com planejamento é possível conseguir preços melhores, tempo maior para parcelamento e ainda elimina o stress pré-viagem devido ao acúmulo de tarefas.

Segundo um estudo da ViajaNet, 62% dos compradores fecham a passagem no mesmo mês da viagem, o que é um golpe no bolso, já que este mesmo estudo mostra que a compra de passagem área no mês da viagem fica 87% mais cara do que se comprada até 2 meses antes. E na minha breve experiência como agente de viagens já tenho sentido isso na prática (eu já tive casos em que comprar a passagem do Reveillon com bastante antecedência fez com que o preço pago pelos meus clientes ficasse 2/3 mais baratao do que o preço de se comprar em cima da hora). No link da Exame, é possível ler a matéria completa.



Portanto a dica para economizar é sonhar e se planejar para as próximas férias com bastante antecedência (nada de deixar para resolver em cima da hora). Faça uma lista de lugares que gostaria de conhecer e guarde num lugar onde possa consultar facilmente. O calendário está aí, é só escolher o destino e período, procurar um amigo viajante ou um bom agente de viagem e começar.

Aproveite para pensar nos feriados também, já que muitos deles podem ser negociados antes com a chefia (ou acrescido de um ou dois dias) e se transformar em "miniférias".


O Castelo do Conde Drácula, na Transilvânia, Romênia

Sempre quis conhecer a Transilvânia, ainda mais depois que descobri que o castelo do Conde Drácula realmente existia. Segundo o site oficial do castelo de Bran, na Romênia, Drácula, personagem de Bram Stoker, é um conde da Transilvânia prá lá de arrepiante e que vive em um castelo no alto de um vale. A cidade que o circunda teme o conde e as lendas que são contadas a seu respeito.



Vlad Tepes (Vlad, o Empalador), príncipe de outro castelo que atualmente está em ruínas, é confundido com o Conde Drácula de Bram Stoker. O autor nunca visitou a Romênia, mas baseado em uma descrição do castelo de Bran, criou o próprio cenário para abrigar o vampiro da noite.

Para chegar lá, é preciso pegar um vôo para Bucareste (existem várias opções saindo de diversas cidades na Europa, como Frankfurt, Paris, Londres e Roma, por exemplo) e seguir de trem ou de carro até a cidade de bran (quem vai de carro leva cerca de 2,5 horas para percorrer os 160 km que separam as cidades). Se for de trem, o destino é Brasov, de onde partem ônibus até Bran (ou táxis).

Castelo de Bran
Endereço: Str. General Traian Mosoiu, nr. 24, Bran, Romania
Pegue um vôo até Bucareste, na Romênia, e, de lá, siga de trem ou de carro (160 km, cerca de 2,5 horas) até a cidade de Bran.
Website do Castelo de Bran
Link para Hoteis em Bran, Romênia: clique aqui.

Planejando viagem para a DISNEY em Julho?

Que tal aproveitar este final de semana para fazer um checklist de tudo o que precisa providenciar até lá e ir com calma resolvendo cada tarefa? Assim você ganha ritmo, tira muitas pendências da frente e vai esquentando cada vez mais o tão esperado momento.

Algumas dicas:
- verificar a validade dos passaportes de todos;
- verificar a validade dos vistos (caso ainda não tenha, não espere mais para solicitar o seu, pois pode levar um bom tempo até conseguir uma data);
- faça cotações nas agências de viagens de sua confiança;
- lembre-se de que dependendo da data de saída você pode pegar um dia de jogo de Copa do Mundo, o que pode fazer com que a sua ida até o aeroporto seja prejudicada (e não queremos isso). Leve em consideração estas datas antes de fechar as passagens;
- comece a monitorar o preço do dólar (e quando atingir valores interessantes, compre num cartão de viagem - tipo VISA Travel Money ou Traveller's Checks);
- verifique o estado (e a quantidade) de malas (se necessário, compre novas ou peça emprestado);
- marque cafés, almoços e jantares com amigos que já viajaram para pegar todas as dicas;
- compre guias de viagens e revistas que falam sobre Disney para não perder as últimas novidades e as dicas que eles também publicam;
- faça uma programação dos dias de visita a cada parque (e faça orçamentos para comprar os ingressos por aqui com desconto);
- veja se é interessante você alugar um carro, e também já peça orçamentos;
- não deixe de incluir um bom seguro de saúde (já que qualquer problema de saúde ou emergência pode custar tão caro que você não vai acreditar e é sempre bom prevenir);
- cheque os limites do seu cartão de crédito (que também precisa ser internacional) para poder comprar sem passar vontade e sem estourar o orçamento. Se necessário, converse com o gerente da sua conta do banco para conseguir mais crédito;
- reserve as férias no seu trabalho ou no seu negócio;
- faça uma lista de coisas que precisa comprar, para que seja mais consciente nas escolhas e traga coisas que realmente vai usar depois;
- e aproveite a programação, ela é trabalhosa mas com planejamento pode ser tão boa quanto a própria viagem!

Quando estiver faltando 3 semanas, repasse a lista e comece a montar as malas (para ter tempo de comprar o que faltar). Uma dica para montar malas você encontra neste post: http://bit.ly/1npZWFw

Crianças e Vôos - como passar por isso sem sofrer tanto

Uma amiga me perguntou como era encarar o vôo com bebês e, depois, com as crianças. Achei que era uma dúvida bastante comum de algumas mães, então decidi fazer um post.

Num post antigo já havia dado algumas dicas de hotéis, como lidar com o tempo no avião, como era o dia a dia na viagem, como fazíamos com as refeições e alguns passeios em Fernando de Noronha. Neste outro, fiz um checklist de viagem, com tudo o que acho importante carregar (ou pelo menos pensar se preciso ou não carregar) quando viajo sozinha, em casal ou com os pequenos.



O mais importante de tudo é se planejar bem para todo o processo: da saída de casa até a chegada (literalmente) no último destino. Se para nós é uma questão complicada, para os pequenos é ainda mais chato e cansativo. Portanto tudo o que você, como pai, mãe, tio, tia, avós e acompanhantes de crianças puder fazer para tornar a experiência a mais agradável possível, melhor para os dois. Veja o grande exemplo que Guido, o personagem judeu preso num campo de concentração, fez para tornar a  estada mais agradável para o filho Giosué, em "A Vida é Bela".

Antes da viagem, se puder, ligue na companhia aérea  (ou na agência de viagens) e peça para reservarem assentos especiais (com bercinho), mais próximos aos corredores (para idas ao banheiro), perto dos banheiros e até refeições especiais.

Se planejar levar um tablet ou smartphone para distrair as crianças, carregue a bateria e renove jogos e filmes já baixados para entreter a criançada (ou você mesmo) a bordo do avião.

ANTES
Eu sugiro programar a viagem noturna, preferencialmente num horário que a criança costume dormir. Assim, quando estiver no avião (e a parte legal do começo da viagem tiver passado), com sorte a criança irá dormir. No meu caso, sempre deu certo.

Na bagagem de mão leve papinhas, comidinhas para distração (ex.: bolachas e iogurtes), mamadeira, chupeta, água, leite em pó, livrinhos, livros de pintar, giz de cera, brinquedos, roupinha extra, fralda e um eletrônico (tablet, smartphone, games, computador, DVD player). E um cobertor pequeno. É importante que alguns remédios estejam à mão (Rinossoro, Dramin, analgésicos, antitérmicos, termômetro). Algumas crianças não suportam muito bem a pressão e o ar condicionado.

Ao achegar no aeroporto, tente chegar com bastante antecedência e pegar uma fila especial (ficar 4 horas em pé numa fila de checkin com crianças vai tornar tudo mais difícil dentro do avião). A maioria das companhias aéreas oferecem esta gentileza e em alguns lugares isso é lei (como no Brasil). Tenha todos os documentos juntos sempre à mão (RG, certidões e passaportes originais), junto com a passagem. Por causa das crianças, não é possível fazer check-in online.

Se tiver muita fila, peça para alguém ficar com as crianças que só precisam se apresentar na hora de fazer efetivamente o check-in.

Enquanto esperam o embarque, visitem restaurantes, caminhe pelo aeroporto (para gastar a energia dos pequenos), compre um novo livrinho ou brinquedo em alguma loja (prepare-se para pagar caro), mostre a pista de pouso e decolagem etc. Leve algumas moedas porque muitos aeroportos têm brinquedinhos de moedas que distraem as crianças. Importante: faça atividades de movimento (guarde a bateria do iPad para o vôo). Ficar explicando como as coisas funcionam também ajuda a distrair os pequenos.

O VÔO 
Como havia comentado, acho a parte do avião bem sossegada, mas precisa de alguns cuidados.

Começe mostrando o avião, os botões, fazendo amizade com as pessoas em volta, enfim, tire a curiosidade das crianças. Eles vão adorar aprender mais sobre o avião. Explique sobre o cinto de segurança e leve-os para trocar fraldas ou ir ao banheiro antes de levantar vôo (senão você corre o risco de "acidentes").

Na decolagem (e no pouso) ofereça balinhas para as crianças e mamadeiras (o peito) ou chupetas para os bebês. O ouvidinho deles é bem sensível e vai precisar de uma ajuda para destampar.

Se a criança ou o bebê não se sentir bem, converse antes da viagem com o pediatra se é possível oferecer algum floral, chá ou remedinho anti enjôo. Pode ajudar a melhorar o conforto na viagem e algumas crianças são mesmo mais sensíveis.

O vôo em si pode ser divertido: tem filme, tem comida, e tem a hora de dormir. Não esqueça de cumprir os horários das crianças. E ofereça líquidos, umedeça o nariz com o Rinossoro, e leve-os ao banheiro.

CHEGADA
Passar pela fila das alfândegas é sempre uma tortura. Para isso não tem solução. O difícil é que após o vôo (crianças paradas) eles terão energia de sobra e vão achar ainda mais irritante ficar parados na fila. Tenha paciência.

As malas também são demoradas, mas se pedir ajuda e transformar a espera em um jogo, as crianças poderão achar divertido procurar e adivinhar quando as malas delas chegam.

Após tudo isso, ainda terão um longo caminho até finalmente chegarem ao hotel. Então lembre-se que você pode fazer alguma parada no caminho ou gastar um pouco da energia delas para encarar a ida do aeroporto ao hotel sem problemas.

Boa viagem!

Em tempo: o post com o checklist de praia (sobre como preparar uma mala de praia) do MEMÓRIAS DE UMA VIAJANTE foi citado no Piccolo Universe by Rick Martin. 

Edimburgo, Escócia - apaixonante e assustadora!

Eu fui duas vezes para a Edimburgo. Só não fui pela terceira por uma looooooonga história. Mas se puder, eu volto. Apaixonei também.

A primeira vez foi em 1997, no século passado (!!!). Saí de avião, do Stansted Airport (Londres) para o aeroporto de Edinburgh. Lembro que na chegada o avião deu uma volta sobre uma baía que refletia os raios do sol e passou sobre um lindo castelo. Foi uma das visões mais lindas que já tive na vida. Infelizmente, naquele tempo, além de não haver câmeras digitais, não tirávamos foto de tudo. Somente observávamos. As fotos eram poucas, específicas. Mas a imagem ficou para sempre na minha memória.  Valeu a viagem.

Desta vez a hospedagem foi bem próxima ao centro da cidade, local de agito, em um charmoso Bed And Breakfast Elder York na 38 Elder Street. Aconchegante, silenciosa, familiar e com um café da manhã gostoso como tem que ser. Voltei lá em 2001, de trem, e me hospedei no The Terrace Hotel na 37 Royal Terrace.

Tudo acontece nesta região: Princess Street. Aliás, as livrarias que têm por lá (se ainda existem) são daquelas gigantes de cair o queixo. Vale a visita (e cuidado: eu comprei um monte de livros!!!).

Entre os passeios, destaco:
- Castelo de Edimburgo (além de ter aquela arquitetura de castelo de contos de fadas, ainda tem sala de joias e uma das vistas mais lindas da região, leva um período inteiro – manhã ou tarde)
- Scott Monument (na Princess Street)
- National memorial + Nelson Monument + Dugald Stewart Memorial (com uma vista linda da cidade)
- St. Giles Cathedral
- Scotch Wisky Heritage Centre (um passeio por uma destilaria cenográfica onde você aprende mais sobre o processo de produção do uísque escocês, experimenta e ainda pode comprar esta deliciosa bebida – lá eles tomam com água, a legítima água da Escócia) - link: http://www.scotchwhiskyexperience.co.uk/

Os escoceses são muito simpáticos, como os ingleses, mas têm a vantagem de parecer estar sempre de ótimo humor. Chamamos eles de “ingleses de bom humor”. Com sorte, você avista pelas ruas escoceses trajados em kilt e tocando a gaita de foles. Me arrependo de não ter comprado um CD com música escocesa.

A noite, além de existirem vários passeios por lugares horripilantes, com histórias de bruxas e fantasmas (tudo em inglês), recomendo ir beber no Jeckyll & Hyde Pub. Local com cenário de laboratório, inspirado na história do Médico e o Monstro, serve boas cervejas e misteriosas bebidas em tubos de ensaio para um shot animado. Imperdível!

Proximidades

Se tiver tempo, compre na estação de trem ou em algum escritório de turismo um ticket para ir visitar o Stirling Castle. Fica perto de Edimburgo (cerca de 1 hora de carro, mas fomos de ônibus intermunicipal, parando o caminho todo). Este foi o castelo de William Wallace, o herói do filme “Coração Valente” com o Mel Gibson. A viagem de ônibus, que fizemos, foi fantástica, passamos por vários vilarejos locais. O Castelo é maravilhoso e a vista dele... deslumbrante!

Dublin, na Irlanda

O ano da minha visita a Dublin foi 2001. Já faz tempo. Mas me lembro bem da viagem. Sonhava há tempos em conhecer a famosa capital tão aclamada por Bono Vox e como estava na Europa com uma amiga, em Londres, decidimos passar um final de semana por lá. 

Depois de sofrermos para encontrar um lugar para dormir (estava tendo a final do campeonato de Rugbi, Irlanda versus França, quase um feriado nacional!). Fomos de trem de Londres até uma cidade chamada “Holyhead” (a viagem foi bem cansativa, tivemos que fazer uma "baldeação" em Birmingham de madrugada - o que só não achamos pior, porque se tratava da cidade onde surgiu o Black Sabbath). Na estação final, pegamos a balsa (Ferryboat) para atravessar o mar para Dublin. Lá na estação final, pegamos um ônibus para o nosso Bed And Breakfast, na casa de uma senhorinha muito fofa, que preparava um delicioso café da manhã com geleia caseira.

Bed And Breakfast Mrs Anne D’Alton (no ponto do trem “Sandy Cove). Bem afastado do centro, mas perto do mar (diga-se extensa faixa de areia), num bairro arborizado e com lindos parques (People’s Park, Black Rock Park e Scotman’s Bay). Achei um ótimo preço, ótima cama, e um ótimo café da manhã. O bairro também era bem bacana.

Como ficamos somente 1 final de semana por lá, fiz um City Tour naqueles ônibus de 2 andares e abertos e paramos em alguns pontos legais para visitar a cidade:
- Dublin Castle (Castelo que achei meio sem graça, porque depois de ter visitado os de Londres e Escócia, este aqui pareceu bem simples);
- Cervejaria Guiness(que não tinha visita neste dia, mas vale a pena conhecer);
- O’Connel’s Bridge.

Caminhamos pela O’Conner’s Street cheia de monumentos e belíssima arquitetura, e também visitamos o Trinity College, National Museum e National Gallery. Não guardei nada de muito especial destes lugares, mas foram passeios legais, pelo menos nós gostamos na época.

Além de irmos até um pub tomar uma Guiness como um verdadeiro irlandês, fomos passear na Temple Bar (uma rua cheia de lojinhas descoladas). A loja mais legal que achamos por lá era a The Source. Não sei se a loja ainda existe, mas a rua certamente é muito bacana, vale a visita. 

Como recordação, sugiro comprar CDs de música Celta. Me arrependi de não ter trazido alguns, pois por mais que se procure, por aqui não há tanta opção bacana e animada para me lembrar esta deliciosa viagem.